Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Aniversário da Confraria

NESSA QUINTA-FEIRA DIA 28 DE MAIO O BAR MANDAMENTOS AS SUAS PORTAS PARA COMEMORAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DA CONFRARIA DO APRENDIZ DE FEITICEIRO QUE CONTRARIANDO TODO O BOM SENSO HÁ SETE ANOS REÚNE A CADA ÚLTIMA QUINTA-FEIRA DE CADA MÊS UMA PLEIADE DE ARTISTAS MARANHENSES DE TODAS AS VERTENTES PELO SIMPLES PRAZER DE CELEBRAR A VIDA. NO PROGRAMA SEMPRE MUITA MÚSICA, POESIA, BOM PAPO E A MAGIA DA ARTE QUE OS APRENDIZES DE FEITICEIRO CULTUAM TÃO BEM. VENHA COMPATILHAR ESSA ALEGRIA CONOSCO, QUINTA Á PARTIR DAS 22 HORAS NO MANDAMENTOS BAR, NA LAGOA, ANTIGO CAFOFO !

Ass. O Aprendiz-Mor

 

Convite Confraria

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Ouvindo Vinicius…

Dizia o poeta num tom de desleixo

Mas não o bastante para ocultar o sombrio de suas palavras

"O amanha não quer ver ninguém bem..."

É preciso ter medo

Hoje é o dia

Só hoje

Em que é possível dizer: serei Feliz !

 

José Caldas Gois Júnior em maio de 2009.

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

São Luis JAZZ& Bossa no MANDAMENTUS !

Amigos, agora toda QUINTA-FEIRA tem ESPAÇO MATRACADIGITAL no MANDAMENTUS, na Lagoa da Jansen. Hoje a partir das 21 horas o MatracaDigital recebe o PROJETO SÃO LUIS JAZZ & BOSSA com os talentos de AUGUSTO PELEGRINE, MILLA CAMÕES, JEFF SOARES... Não percam !!

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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Espaço Tequila Blues no youtube !

Confira em vídeo  um pouco da emoção do Espaço Tequila Blues !

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Espaço Tequila Blues" no Espelunca Chique


Dia 18 de abril estréia "Espaço Tequila Blues" no Espelunca Chique, mais uma curtição da MatracaDigital !!

CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SPOT DE RADIO !

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Sonho de Deus

(Por André Meireles)

Será que toda a minha vida é realidade ou ficção?

Talvez seja somente um simples sonho de Deus,

ou dos deuses, já que para muitos existem tantos.

Mas será que devo me preocupar mais com Deus,

ou ser egoísta, e me preocupar mais comigo e meus semelhantes?

Ora, me preocupar comigo e meus semelhantes

é me curar do meu egoísmo, o que é parte do sonho divino.

Serei eu permitido interferir nos desejos mais íntimos de Deus?

Não sei. Só sei que não posso controlar um sonho,

em todo ou em parte, que não seja meu,

ainda mais sendo mero coadjuvante deste.

A questão, porém, é se eu devo me preocupar com Deus.

Bom, se é verdade que todo sonho pode se tornar realidade,

Deus é que não há de se preocupar!

Ao acordar, perceberá, apesar de tudo,

quão grande é sua própria felicidade

por ter conseguido tornar real

seu maior sonho de criação.

(André Bezerra Meireles, São Luís, 28.10.2007)



http://abstracoesvirtuais.vox.com/library/post/sonho-da-cria%C3%A7%C3%A3o.html

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Poesia de quinta por Deíla Maia

Pessoal,

Nesta última quinta-feira de março, mês da mulher, resolvi escolher uma poesia de uma poetisa maranhense com a qual eu me identifico muito, que é a DAGMAR DESTERRO.
Ela foi uma poetisa maranhense, formada em Ciências Jurídicas e Sociais e também em Pedagogia, que abrilhantou o nosso mundo durante 78 anos (1925 a 2004). Foi membro da Academia Maranhense de Letras. Esta poesia faz parte da obra "Pedra-vida", publicada em 1979.
Espero que no corre-corre do dia-a-dia vocês encontrem um minutinho para apreciar esta gota de poesia no imenso mar da vida.

Beijos

Deíla


CORRIDA

Dagmar Desterro

No avanço do tempo corre a vida,

mas nesse tempo há pedras espalhadas,

pedras agudas, carnes esfarrapadas,

sangue jorrando de cada ferida.



O tempo açoita a vida noite e dia

e ele chora, tropeça, levanta e continua.

Só e esperança anima a travessia;

e a alma corre, descabelada e nua.



E a vida não tem tempo, ao tempo, em meio,

de ver o belo existente no caminho;

não perder na corrida é o seu anseio;

sua atenção conserva em desalinho.



No embrião da vida, no tempo, avanço.

Subidas e descidas ─ tantas conheço:

e na vertigem do correr me canso.

Procuro, em vão, meu horizonte do começo.

Terça-feira, 24 de Março de 2009

Papilio machaon

A Papilio Machaon bate suas asas frágeis como finíssimas folhas de papel amarelas tendo abaixo, próximas da calda, duas bolas vermelhas que simulam dois grandes olhos ou, num presságio, a imagem de satélite de dois grandes furacões.

Seu primeiro vôo se desenvolve com tanta graça que um observador desatento das aulas de biologia não acreditaria que aquele lépido alado foi há muito pouco uma rastejante lagarta.

A pequena Papilio Machaon talvez nunca tenha merecido um programa na Discovery ou no Animal Planet, nenhum verbete maior que meras cinco linhas no meu antigo livro de zoologia e um verbete ainda menor na Wikipedia ( faço essa referência só pra parecer moderno :) e dizem que é desprezada até pelos predadores. Existem coisas intrigantes sobre ela como o fato de que “fede” e de que as manchas nas suas asas dão a ela uma imagem agressiva, o que, definitivamente, não corresponde à sua real natureza, mas que ajuda a espantar os predadores. Mesmo no diminuto mundo das borboletas, portanto, a Papilio Machaon não pode ser considerada uma espécie dominante, mas somente uma borboleta comum.

Todos os anos, entretanto, obedecendo a uma estranha e secreta ordem milhares de Papilio ou Borboleta Rabo de Andorinha começam uma viagem que dura 30 dias, o que também não parece muito enquanto viagem, mas para a Papilio é uma viagem que dura toda a vida adulta delas e que somente acaba com a morte.

No dia 16 de abril de 2009 completa um ano de morte de Edward Norton Lorenz um cara que não entendia muito de borboletas nem de viagens, mas que como climatologista se preocupava muito com o imprevisível e com a incapacidade humana para prever o acaso e que é um dos meus ídolos já faz algum tempo.

Há, alguns anos lendo um livro sobre a “teoria do caos” descobri Edward Lorenz e soube que em 1998 o sistema de previsão de tempestades tropicais dos Estados Unidos diagnosticou a formação de uma tempestade tropical sobre Louisiana que ocorreria em três dias.

Edward Norton descobriu que havia sobre o oceano pacífico uma pequena diferença nas medições executadas - causada pela alteração do micro-clima em torno das frágeis Papilio Machaon voando preocupadas em cumprir a sua sina migratória - e que estas alterações poderiam prever uma pequena diferença no deslocamento das massas de ar próximas ao Alaska.

Em função das diferenças, houve uma realimentação de dados nos computadores, estes refazendo os cálculos previram que a formação da tempestade tropical em Lousiana não ocorreria, mas haveria sim a formação de um tornado de proporções gigantescas em Orlando, na Flórida, o que realmente ocorreu em 22 de fevereiro de 1998.

Nos últimos tempos, talvez de forma um pouco intempestiva, tenho tido a sensação que está na hora de começar a minha jornada pela vida adulta. Não posso mais me dar o direito de me contentar com ambições de larva, a natureza grita que tenho asas e agora é hora de alçar vôo, é sempre assim!

Não tenho grandes ambições, quem me conhece sabe, mas algo em mim me dá conta que, “guardadas as devidas proporções”, é hora de iniciar a longa viagem da maturidade que se acabará é certo somente com a minha morte e que cada batida de asas, por menor que seja, é parte de um grande e orquestrado sistema cósmico que talvez esteja tão além da minha compreensão quanto uma foto de satélite esteja do entendimento de uma Borboleta Andorinha.

Recuso-me, entretanto, a somente seguir viagem; No fundo quero entender os motivos quero apreciar a paisagem, quero ousar escolher os meus caminhos mesmo que essa ousadia seja mera ilusão e ao fim eu esteja tão-somente cumprindo o meu papel no “Grande Plano”. Numa segunda alternativa, cada bater de asas corresponde à grande responsabilidade de inflar a vela dos catamarâs no atlântico ou levar agonia aos povos do pacífico e isso é realmente grave.

A uma pode ser que não caiba a nós decidir se iremos causar furacões ou apenas imperceptíveis ventinhos marítimos, neste caso direi apenas que me preocupo em fazer a minha parte, influenciando o “micro-clima” ao meu redor! A duas digo que talvez possamos fazer a diferença e, talvez com algum esforço útil, seja possível influenciar no mundo.

Desconfio que o impulso secreto que move as borboletas andorinhas de dentro dos seus casulos é o mesmo que move todo homem para os grandes desafios da vida e é praticamente impossível resistir a esse chamado, bem como não posso simplesmente denominar a isso de “acaso”. A viagem, entretanto, é um momento de “quase-liberdade”, quero crer que sempre existirá momento em que qualquer um pode decidir que caminho tomar mesmo sendo impossível afirmar que esse seja o melhor caminho. Ousarei tentar!

Nada afasta o fato de que ao fim da viagem, como prêmio ou como desilusão, nos encontraremos com a morte, essa é à parte “não caótica” da história, variável perfeitamente determinada na vida de uma Papilio ou de uma homo sapiens e o tempo está contra nós.

Já sinto o vento sob minhas asas e ver o mundo daqui de cima é ao mesmo tempo surpreendente e aterrador, confesso que tenho medo! Não sei se o nosso bater de asas inflará as velas no atlântico, fará sorrir os preguiçosos à beira mar, esvoaçará o cabelo dos amantes ou varrerá as terras do pacífico em grandes ondas colossais, mas antes de tudo, seremos vento ou tempestade muito depois de termos deixado de ser gente e isso é o verdadeiro, grave e complexo milagre!

José Caldas Gois Júnior

Domingo, 8 de Março de 2009

8 de março - Para todas as mulheres do mundo !

No final dos anos oitenta me inscrevi em um curso denominado de “História Natural da Sexualidade”. Nada mais apropriado. Afinal, nada mais natural que a sexualidade, não é ? Pois bem, o curso era sobre essa historia.
Nossa professora, a intelectual Maranhense Beth Bittencourt, desvendou com genialidade todos os aspectos do julgo e poder a que foram submetidas as mulheres ao longo da história. Grande lição, com ela pude entender um pouco mais mulheres e homens, entendi mais minha mãe, meu pai, minha companheira e entendi como todos somos vitimas de circunstâncias históricas que nos impedem de sermos realmente plenos e felizes nas relações homem-mulher.
Mais tarde vim a conhecer um profundo trabalho sobre os chamados Matriarcados Ancestrais, nele, revelava-se por inúmeras provas antropológicas e arqueológicas que no passado remoto eram as mulheres que detinham o poder no mundo e que por essa razão o conceito de poder era bem diferente do atual.
Estudos parecem afirmar que há cerca de 30 mil anos atrás existiu um modelo de sociedade onde o exercício do poder social era privilégio das mulheres, modelo esse que se manteve em muitos lugares do mundo até cerca até por volta do século II antes de Cristo.
Lendas e mitos antigos, como o mito das Amazonas, que se repete com variantes em inúmeras culturas, além de achados de estátuas retratando figuras femininas, em geral ligadas a posições de mando ou mesmo representando deusas e a própria terra, indicam de maneira veemente que o passado foi feminino.
A explicação científica para isso é dada pela vertente materialista de que o controle dos meios de produção determina o ponto de poder e de que a partir desse ponto se criam as ideologias que o tentam preservar e tudo indica que foram as mulheres que inventaram a agricultura, primeira forma humana de produção de bens consumíveis.
Num mundo muito mais hostil que o nosso, mulheres e suas proles não podiam se deslocar com facilidade em busca de caça e coleta como faziam as hordas de homens. Parece, de fato, que os primeiro agrupamentos sedentários foram iminentemente femininos, as mulheres fundaram a sociedade como a conhecemos e, possivelmente, as primeiras cidades.
Pode parecer estranho, mas é bastante provável que nessa época não existisse o entendimento de uma ligação causal entre a cópula e a fecundação.
De fato, homens e mulheres apenas começavam a entender o fenômeno da causação, que somente viria a ser estudado em profundidade pela filosofia grega e, no caso, estamos falando de uma causa, o coito, que produz um efeito, nove meses depois, tempo demais para que o homem e a mulher primitivos pudesse estabelecer um elo de causa e efeito entre uma coisa e a outra.
Mulheres sedentárias inventaram as cidades ou, pelo menos, o embrião delas. Com a sua fixação à terra as mulheres criaram também a agricultura e, por força do explicado acima, se achavam auto suficientes pois não existia nada que indicasse que precisassem de homens para nada nem mesmo para a manutenção da espécie.
Mitos e tradições ancestrais em geral explicam a concepção como resultado de certos rituais de passagem – pule uma fogueira depois da primeira menstruação e fique grávida – ou mesmo do simples amadurecimento da mulher, nada mais lógico, pelo menos para as mulheres ancestrais.
Sim, no modelo proposto dos matriarcados as mulheres eram promíscuas. Livres de qualquer ideologia machista, que somente seria necessária tempos após, como veremos, elas faziam sexo por prazer, por mais que isso possa lhe causar, hoje, escândalo.
Note, em ênfase, que elas não sabiam nem ao menos que precisavam de sexo para engravidar. O processo era o seguinte: hordas de homens caçadores e coletores passavam pelas comunidades sedentárias e em troca de alimento, grãos cultivados, ofereciam carne, a dos animais que matavam e a sua própria carne, para mulheres famintas por sexo que copulavam indiscriminadamente com aqueles que lhes pareciam mais atraentes sem qualquer outra preocupação que não a de terem prazer.
Sim, o prazer sexual parece uma forma naturalmente eficiente de garantir a perpetuação da espécie mesmo quando as partes envolvidas no coito não possuem consciência da finalidade reprodutiva do ato sexual.
Como essa pratica se iniciava muito cedo, por vezes antes mesmo da primeira menstruação, quando a mulher se tornava fértil em geral já concebia o que confirmava o mito de que a concepção era fruto do mero amadurecimento ou dos ritos de passagem para a fase adulta. A figura tradicional do homem primitivo, arrastando a sua mulher pelos cabelos, parecem não ter nenhum fundamento antropológico, talvez, alias, as coisas tenham ocorrido ao contrário. (Hum... me bate... me joga na parede ! ;).
Mas, como mudamos de um modelo feminino de poder para um modelo tão masculino ? Mais uma vez a teoria materialista indica como fator preponderante uma causa material, é claro: o surgimento da pecuária.
Em algum momento da história os homens parecem ter aprendido a domesticar e criar em cativeiro alguns dos animais que caçavam. Isso permitiu que dominassem um importante fator de produção na sociedade, a produção de proteína, além de lhes permitir de igual modo certa fixação à terra, sedentarismo. Produzir proteína é mais difícil que produzir carboidratos e outras fontes de alimente. Por outro lado os homens criadores agora começaram a entender, observando os cercados onde confinavam seus animais, que nos cercados de fêmeas onde não se punha um macho não nasciam crias. Opa, temos algum valor então nesse negócio de procriar, devem ter pensado.
Richard Dawkins, autor do célebre “Gene Egoísta” já nos revelou a imensa importância da preservação genética para os viventes e de como nos comportamos tal qual marionetes dos nossos genes em boa parte das situações. Na questão ora tratada parece não ter sido diferente.
Um fato decisivo nessa história é que, ao contrário das mulheres, os homens, apesar de agora terem consciência de que tinham um papel no processo de perpetuação da espécie, não podiam determinar quais “crias” eram suas e quais não eram. Isso era grave!
A única forma possível de o homem primitivo garantir a sua prole era, de fato, a dominação. A única forma de os homens terem a certeza da sua descendência era subjugar as mulheres social e sexualmente e foi o que fizeram com a sua força física e, depois, criando mitos e ideologias que, como toda ideologia, justificavam essa dominação. E ideologias são prisões quase perfeitas !
A crítica dialética nos mostra que a ideologia é sempre posterior à realidade. Nossa visão ibérica tende a explica o par idéia x realidade no sentido de que toda realidade foi antes pensada. Ledo engano. A realidade existe por fatores materiais, como, por exemplo, alguém que um dia ter colocado um bicho num cercado. Essa ação altera o quadro dos meios de produção e da própria sociedade e apenas posteriormente os novos donos do poder começam a pensar uma ideologia que justifique a dominação.
Em torno das mulheres foram criados muitos mitos que ainda hoje estão no inconsciente coletivo da humanidade produzindo os seus efeitos (maléficos).
O mito da fragilidade feminina, por exemplo não faz mais nenhum sentido numa sociedade tecnológica como a nossa onde a força física vem sendo substituída ou multiplicada com a ajuda da máquina. Há mulheres modernas, entretanto, que não admitem trocar um pneu de carro, mesmo diante do seu igualmente moderno macaco hidráulico que deixa o carro com o peso de um balão. Ao fazerem isso se comportam conforme o paradigma ideológico e se submetem ao processo incapacitante que as inferioriza achando que estão, em verdade, cumprindo alguma destinação natural.
Poderia citar centenas de outros mitos, na verdade o processo de criação dos mesmos nunca parou, nem mesmo agora, mas enfocarei apenas mais um, o mito da santidade feminina.
Esse é um mito base. Santificar a mulher não é nada bom. Ao contrário. A ciência tem mostrado que mulheres e homens são passíveis dos mesmos desejos e aspirações tanto no campo das aspirações materiais (ganância) como dos desejos sexuais. O mito da santidade é uma jaula, portanto, jaula ideológica que visa criar um tipo para a mulher (irreal e não natural) que justifique a repressão sexual e seu conseqüente sucedâneo, a repressão social.
O modelo da mulher “limpinha, casta e prendada” que a sociedade prezou por tantos séculos é antinatural, não irei mais discorrer sobre isso e seus efeitos são terríveis. Primeiro pelo fato de que, ao propor um padrão de conduta irreal faz com que as mulheres não somente reprimam os seus desejos (naturais) como, isso é o mais grave, se culpem e se sintam “pecadoras”, infratoras, antinaturais o que acarreta um processo pernicioso de culpa e repressão que as incapacita. Homens, cujo modelo liberal não exige tais coisas podem viver seus desejos sem a culpa e a vergonha incapacitante e, portanto, são livres não somente para viver como possuem, anacronicamente, o poder de julgar e condenar as mulheres.
O efeito psicológico imediato que produz graves conseqüências sociais é que mulheres que se consideram “desajustadas” e fora do padrão “normal” aceitam muito mais facilmente o julgo e a repressão pois identificam a força opressora como força “redentora” ou expiadora das suas “falhas e pecados”. O modelo santificado feminino é, portanto, boa justificação para a dominação e nada mais.
Na universidade em que leciono é conferido todos os anos um prêmio aos melhores alunos. Tenho observado que além do fato de o número de mulheres ter crescido imensamente em comparação ao número de homens nas minhas salas de aula elas são sempre maioria no grupo dos melhores alunos.
Observei que há três anos o prêmio Sousândrade, é assim que se chama em homenagem ao magnífico poeta maranhense, não sai para um homem. São as mulheres retomando o poder da forma mais eficaz: retomando os meios de produção e essa talvez seja uma imensa revolução pela qual a nossa sociedade está passando graças à retomada pelas mulheres do seu merecido lugar social.
Muitas mulheres atuais, entretanto, são vítimas de uma mesma armadilha a qual a psicologia recentemente nomeou de Síndrome de Estocolmo mas que a crítica Marxista e mesmo a psicanálise freudiana já haviam buscado desvendar muito na antes e que se caracteriza, primordialmente pela aceitação ideológica das posições de senhor e escravo por aqueles que são submetidos de modo que, mesmo livres da opressão física não se libertam da opressão ideológica e continuam repetindo o discurso do dominador.
Na denominada síndrome de Estolcolmo a vítima, tentando, inconscientemente, minorar a angustia da dominação, tenta se identificar com seu captor muitas vezes assimilando o seu discurso que justifica a opressão inflingida. O termo foi cunhado pelo criminólogo e psicólogo Nils Bejerot em 1973.
A psicanálise tem se ocupado do assunto e revelado que o processo de dominação senhor-escravo nem sempre é tão claro quanto parece e que existem motivações surpreendentes que podem levar o submetido à colaborar com a manutenção da submissão. A total irresponsabilidade pelos seus atos – atos do subjugado – pode ser uma destes fatores.
De fato, quando alguém se encontra subjugada à vontade de outro ele não pode ser responsabilizado pelos seus atos e nem mesmo pela sua própria subsistência, que passa a ser inteiramente de responsabilidade do seu opressor.
A irresponsabilidade para com o próprio destino e para com os seus próprios atos pode ser uma condição “viciante” que leve, inconscientemente, o subjugado a sabotar a sua própria libertação.
Estamos no momento em que as mulheres retornam materialmente ao local de poder da qual já foram soberanas. Fatores materiais como a falta de mão de obra nas duas grandes guerras, que obrigou as mulheres a ocuparem locais de trabalho masculinos; a pílula anticoncepcional, que destroçou parte da ideologia da repressão sexual feminina e outros fatores criaram as condições estruturais à revolução, falta agora a construção ideológica. Mulheres no poder não podem continuar a repetir o velho discurso machista ou, o que é pior, buscar se comportarem de acordo com um modelo “viril” de poder.
Ter uma conta bancária, dirigir, ter o próprio carro, ter um curso superior são conquistas materiais incríveis que exigirão a sua bula.
Num mundo de exames de DNA a preços módicos nenhum homem precisa mais “encaixotar a sua helena” para garantir a legitimidade dos filhos. O corolário lógico disso, só pra exemplificar, é que quando a mulher moderna encontra com um homem que entende não ser mais o guardião da sexualidade feminina ela fica sem o cinto de castidade da história e tem que desenvolver a sua própria responsabilidade sexual.
Mulheres e suas contas bancárias, às vezes maiores que as dos maridos, terão que assumir, de igual modo, a responsabilidade econômica da família e muitas já o fazem.
Mulheres que sobem em palanques terão que ter responsabilidade política pelo destino coletivo de homens e mulheres; mulheres que pilotam avião também.
Portanto o grande choque que parece aguardar as mulheres no limiar dessa imensa revolução é um choque de consciência. A consciência de que o fim da escravidão traz responsabilidades sociais pesadíssimas.
Mais uma vez vemos a maquina recôndida da síndrome em seu laborioso trabalho de manutenção do status quo e todo dia somos surpreendidos com mulheres “modernas” repetindo velhos jargões machistas como aqueles que dizem que “mulher dirige mal”; “que trabalhar com mulheres é mais difícil que trabalhar com homens porque mulher dá chiliques”, “que homens têm mais dificuldades de ser fieis que as mulheres e que isso justifica a traição masculina” e tantas outras idéias-lema que não são outra coisa senão sintomas de uma ideologia cunhada com o intuito de dividir a sociedade entre machos e fêmeas mantendo os primeiros numa posição de superioridade.
Nada disso! A ciência parece indicar que as mulheres criaram no passado um modelo de sociedade feliz cujo elo de ligação era o amor maternal à prole e que foi suplantada por uma sociedade machista onde o elo de ligação era a imposição da vontade soberana pela força.
A retomada feminina aos locais de poder pode ser verdadeira revolução se as mulheres souberem cunhar a sua própria ideologia “gentil” onde homens e mulheres possam repartir a condução da sociedade de maneira “sensível”. Se as mulheres, que estiveram preparadas para redescobrir o corpo e o prazer, importante passo no processo de libertação, estiverem também devotadas a descerem dos altares de deusas frágeis acorrentadas e trocarem o pneu do seu próprio carro histórico, assumindo o ônus da liberdade e não ocupando o lugar dos homens e herdando seu modo viciado de administrar, teremos, no futuro, uma sociedade mais feliz, como, aliás, todas as mães querem para os seus filhos.

José Caldas Gois Júnior

Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Alquimia

O poema é alquimia, transformação
chumbo que vira ouro no cadinho louco de um feiticeiro
estorvo que vira tesouro
saudade que vira canção
Um poema que revida à sorte
que cospe na cara da morte
lança a luz na sua vida escura...

beba as letras desse poema
são feitas do meu próprio sangue
têm o traço do meu coração demente
Meu amor estou doente
doente de você
Doença para a qual não quero cura
sandice, espécie rara de loucura
agora só me resta sofrer...

Gois Jr, 2009.

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Virei um forrozeiro, ainda mais no carnaval...

Quero aqui de peito aberto fazer uma reclamação a todos vocês! Meus pais não me autorizaram a viajar e desfrutar do grandissíssimo circuito elétrico do carnaval maranhense (Itapecuru-Santa Inês-Mirinzal-Viana-São Bento).

Como eu poderei passar todo o meu carnaval nesta Ilha triste e careta? Tendo que aguentar aquelas bandinhas tocando cantigas miúdas, antigas e fanfarronas. Que não dizem nada com nada, só falam de cueca, cachaça, chupeta e outros apetrechos mais!!!!

Pq eu terei de escutar aquelas canções dos anos 60 e 70, feitas por aqueles compositores pífios. Que só nos fazem lembrar de holandesas, balancês, pombos, fagulhas, pontas e agulhas, tudo isso flambado na chuva, no suor e na cerveja!!!!

Como diria um célebre companheiro meu, forrozeiro de plantão, o Joselito Corumbá: ISSO É UMA FALTA DE ABSURDO!!!!

Que merda!!!! Vou perder essa!!!! Perderei os forrós no interior Não vou poder me entregar a esse mercado "forrozeiro" totalmente enlatado, carnal, vulgar e consumista.

Não ouvirei aquele bordão: "Segura prostituto"!!! Nem verei nenhuma catiroba ser chamada de "ordinária", no sentido depreciativo, óbvio. Ai de mim! Porque, meu Deus? Porque? Porque fizeste esse forró com sax, baixo e guitarras tão gostoso? Tão rico! Tão profundo!!!

Ah, não, queridos amigos! Mil vezes não! Não me retribuam em malefícios o que vos dou em beneplácidos! Façam alguma coisa por mim, por favor!!!!! Tentem falar com meus pais pra eles me liberarem para as suingueiras forrozais deste carnaval interiorano!!!!

Eu, que durante este mês de janeiro, fui obrigado pelos colegas de labuta a frequentar as prévias carnavalesca mais bizarras da história, que foram um tédio, por sinal. Nem pude ir esbaldar-me no meu com certeza dia de quinta, muito menos no meu cerveja no balde, às sextas feiras!

Amigos, peço forças. Forças para aguentar esse carnaval da Capital. Esses blocos de maizena com trenzinhos pouco animados. Sem nenhuma saia rodada nem nada. Digo mais, nem me liguem nesse carnaval, pois serei a pior companhia de todas. Triste e melancólica.

Esse é meu desabafo e pedido por help! Faço minhas as palavras de William Wallace: FREEDOM!!!!

ARTHUR RIBEIRO GASPAR


OBS1: Quem quiser ouvir um forrozinho, me ligue. Estarei convosco!!!!

OBS2: Quem desejar me enviar mensagens de apoio, favor escrever para 9122 2155.

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Confraria do Aprendiz de Feiticeiro

A gravação não está "lá essas coisas..." - culpa minha ! - mas o momento é mágico e merece ser revivido. Celson, Chico Jr., Bencice e GRAAANNDEEE Leo Capiba encerrando com chave de ouro mais uma reunião da COnfraria do Aprendiz de Feiticeiro !!

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Indo e voltando...

mais um dia no cotidiano,
mas sem o amago,
subtrai-o quando era mais novo,
decretei-o como estorvo,
caracterizei-o, julguei insano,
digeri-o todo em meu estômago

Carlos Emílio em Algo Mágico.
http://algomagico.blogspot.com/2009/01/indo-e-voltando.html

Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Quase tudo !

Só sei que ao teu lado não quis mais nada
e foi tão bom me sentir completo
sei que as vezes me senti pequeno,
mas tambem sempre me senti bastante
Não conheci o prazer te ter inteira
mas te amei de qualquer maneira
e esse amor...
Esse amor foi quase tudo...

Gois Jr em janeiro de 2009.

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

E por falar em coragem...

E por falar em coragem
essa coisa insana
onde Darwin revira no túmulo
essa rebelião aos genes
esse desejo de confrontar o destino
esse desatino de mudar o mundo
onde somos mais loucos
somos também mais humanos.

E por falar em coragem
esse vício de poucos
esse esporte de loucos
essa dança de insanos
onde mudamos os planos
onde escondemos os danos
onde descemos da vida
lambemos a ferida só pra...
sermos humanos !

E por falar em coragem
me lembrei daquele amor
que você desprezou por medo da sorte
Condenou-lhe a morte
destino dos fracos
que desafiam o destino.

E por falar em coragem
essa honra dos doidos
dos que serão aniquilados
dos que não terão passado
(Um tiro na cabeça dos seus loucos planos)
Mortos que foram por não terem tido a coragem de ser covardes !

Gois Jr em janeiro de 2009.

Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

4a LUARADA NO PÊSSEGO GIGANTE - O MAPA



CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

4a LUARADA NO PÊSSEGO GIGANTE - O LUGAR


Esse é o lugar da festa !

4a LUARADA NO PÊSSEGO GIGANTE - INFORMAÇÕES



CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Sábado, 3 de Janeiro de 2009

FRIO

Bem, se alguém ficou curioso a respeito de qual poesia eu encontrei na gaveta ao lado da cama no post anterior, foi essa aqui:

Não amordace os seus sentimentos,
Nunca acredite demais nos seus pensamentos
Amar nunca é demais
Nem sempre tome as chás que a sua mãe lhe faz
Fure o sinal se sua alma diz SIM
Se coloque na linha de tiro
Voar nunca é um sonho sozinho
Leve um amigo pra dar um giro
Ponha um cobertor sobre seu coração vazio
Descarte, pai da Razão, morreu de frio.

É preciso sonhar acordado
a loucura é uma forma de viver
coloque um cobertor neste seu peito vazio
porque Descartes morreu de frio

Não pense que é tarde pra sonhar
pois é sempre pior ficar acordado
dê uma chance ao amor ao seu lado
e encha de calor esse seu peito vazio
pois, PORRA, descartes morreu de FRIOOOOO !!!

O POEMA

Tem aquela poesia que fiz e que jaz na gaveta, ao lado da cama. A letra que a escreveu foi a minha, tenho na memória ainda uma hipótese cênica do meu corpo sobre a mesa, do punho, da caneta em riste, mas a mensagem me espanta, não me reconheço nela...

Afirmo que a fiz, palavra por palavra, mas, no fundo, não me convenço. Lendo assim, repetidas vezes, tenho a vaga sensação que, ao contrário, foi ela quem me fez. É estranho!

Voltei ao mesmo tema, sorrio absorto desse desastre: sempre volto aos meus temas. Mais uma vez descreio: Em verdade a verdade sussurra aos meus ouvidos que são os meus temas que voltam a mim, não me abandonam, eles vêm sempre ao me encontro me redimir ou me condenar; velhos companheiros, eternos algozes, afáveis amigos, guerreiros ferozes...



Por GoisJr em janeiro de 2009.

Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Texto

SUB FAMOSOS, SUB MÍDIAS, SUB ESCOLAS

Estava eu, dia desses, a navegar nas profundas águas da internet, quando me deparei com esta manchete, com letras garrafais, em um importantíssimo site de notícias: “Denise Richards leva filha ao médico. A atriz foi clicada quando levava sua filha, Lola, ao médico na Califórnia”.
Prova viva deste novo estilo jornalístico e que não se restringe à mídia digital, foi quando certa feita eu liguei a televisão do meu quarto e me deparei com uma entrevista do ex-marido gigolô de uma grande atriz de telenovelas. Ele estava com a amante neste programa, desses vespertinos, apelantes e com altos níveis de audiência. Eles estavam reafirmando, os dois, os votos de amor que os unia naquele instante. O detalhe é que ninguém sabe quem é essa pessoa, nem sua ex-amante, atual namorada, como preferirem. Ele apenas surgiu por namorar uma pessoa famosa, uns 30 anos mais velha e por já ter aprontado outras vezes.
Nunca esquecendo aquelas famosas notícias das periódicas semanais, tipo: Pagodeiro se beija com loira no Boite; Ex-BBB faz novo filme pornô; Modelo diz que não fez lipoaspiração, entre tantas outras.
Pode até parecer, mas não estou falando isso para querer, exclusivamente, criticar a mídia brasileira. Não é somente isso, mas sim para também criticar a consciência política, social e intelectual da juventude brasileira, grande incentivadora desta imprensa sem motivos de ser.
A cada dia que passo, eu fico cada vez mais impressionado quando converso com a grande maioria das pessoas que estão ao meu redor. Ninguém ouviu, leu ou soube algo de interessante nestes tempos. Aliás, souberam sim. Souberam chupar a uva, sentar na menta ou “cachorrar” com sua “pocotó lacraniana” por aí.
Venho falando isso há algum tempo, pasmem, mas o Brasil caminha para um destino sem volta e a passos largos. Em muito pouco tempo essa mídia já citada e as bandas de forró, pagode, axé e o tal do funk, vão nos dominar. Nada contra o ritmo, mas sim contra as letras pífias e seus criadores.
Se você perguntar a uma moça de 20 anos o que ela mais gosta de fazer no fim de semana, tenha certeza que ela dirá: “Sexta e nois no boliche sabado no com certesa e domingo pagodão do antena um.” Não se espantem, mas a vírgulas, a ortografia e os acentos serão banidos da língua portuguesa, acreditem.
Vejam bem, nada contra ir a esses locais. Longe disso. Eu também vou, às vezes. Mas o que não é válido é fazer disto um estilo de vida. Estilo este vinculado a promiscuidade, a banalidade e a alienação social. A vida desses jovens se resume a isso. E o pior é que eles acham normal. Não percebem o que está ao seu redor. Por muita das vezes, fico boquiaberto com as cenas que vejo e leio nos sites de relacionamentos que existem. Os descalabros que fazem com a gramática. É uma coisa absurda.
Se vocês perguntarem a um jovem da 2° ano científico (se é que ainda se chama assim) quem é o Presidente do Congresso Nacional, o nome de uma música de Paulinho da Viola ou quem escreveu Vidas Secas, garanto que mais 90% não saberá responder. E isso se aplica a todas as classes sociais. Tanto para alunos de escolas públicas quanto de escolas particulares.
A situação é tão alarmante que dia desses, ao conversar por um “chat” com um primo meu de 16 anos, tomei um susto quando ele usou a palavra “belissimamente” em suas frases. Porque o susto? Porque as pessoas não escrevem mais palavras dessa maneira. Não têm nem o hábito de usar certas expressões. Só utilizam abreviaturas e “genócídios gramaticais”, os quais eu presencio no dia-a-dia. Isso se explica pelo fato de elas não lerem, logo não desenvolvem a prática pela escrita.
Não estou aqui querendo bancar aquele intelectual engomadinho e que se acha acima do bem e do mal. Muito pelo contrário. Eu repeti de ano mais de uma vez, nunca gostei de estudar. Mas sempre quis conhecer coisas novas, de ler, de ouvir coisas diferentes. De ter o gosto por tudo que questionasse a ordem predominante. Mas o que vejo hoje são moças e moços mudando o canal da televisão quando chega a hora do telejornal, fazendo dos livros os pesos de papel ou os travesseiros de porta das casas. Não têm aquele desejo de saber, de querer enxergar o novo. Aquele tato pela cultura, pelo que é reconhecido. Isso muito me entristece.
Essa mídia exploradora, que viu nesse abismo cultural uma forma de enriquecer ainda mais, só faz corroborar ainda mais com essa prisão invisível que separa nossos jovens dos verdadeiros atores, cantores, escritores, escultores, entre tantos outros expoentes de arte e cultura.
Mas, graças a Deus, há sempre uma esperança no fim do túnel. O mundo nos sorriu. Nós, pessoas que não caímos nessa teia obscura que paira sobre nossos jovens, podemos nos despreocupar. Eles, lá no Planalto Central, muito inteligentemente, já resolveram a questão. Não haveremos mais que nos preocupar.
A educação e a cultura agradecem. São as “bolsas” e as “cotas” que aí estão para pulverizar a falta de saber. Verdadeiras maravilhas populistas que chegaram pra somar e transformar nosso pais em um verdadeiro Olimpo do saber. Pra que melhorar o ensino fundamental? Não precisa, o melhor é dar cotas para negros, para pobres e, creio eu, que daqui por diante teremos mais cotas. Cotas dos gordos, por exemplo. Dos gays, quem sabe? E os índio, porque não?
Tem as “bolsas” também. Bolsa escola. Leve seu filhinho pra escola. Ele vai ser aprovado e conseguindo “butar” o nome no papel passa de ano. Pronto! Nem analfabeto é mais e, de lambuja, você ainda ganha 50 reais. Poderíamos fazer a bolsa “político”: roube a metade do habitual e ganhe um mandato de graça. Ou quem sabe a bolsa “traficante”. Só trafique, não mate. Ganhe 3 policiais corruptos por mês. Me disseram que tem até a “Bolsa Daniel Dantas”...forme uma quadrilha e especule no mercado financeiro, ganhe um Protógenes a menos em seu encalço.
Viva o Presidente! Viva o Congresso! Viva o Dantas! Viva a gandaia! Afinal de contas, nós moramos do lado de baixo do Equador, não é?
Enquanto isso, parafraseando um certo compositor: “ Que a gente vai engolindo cada sapo no caminho...que a gente vai se amando te também sem o carinho..ninguém segura esse rojão.”

Arthur Gaspar, homem indignado, insatisfeito e triste.

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

"Sinceridade masculina". Será?

Caros amigos, semana passada recebi, via email, um texto intitulado de “Sinceridade Masculina”. Desde o início da leitura fiquei boquiaberto com tamanhos absurdos escritos por alguém que, covardemente, não se identifica como autor daquela escrita. Portanto, transcrevi abaixo o texto absurdo a que submeti minha mente. Nele consta o motivo de minha cólera. Peço que vocês o leiam. Após, concluirei minhas observações.


SINCERIDADE MASCULINA

> NUNCA ISTO FOI DITO COM TANTA HONESTIDADE> > Foi lendo um monte de besteiras que as mulheres escrevem em livros> sobre o 'universo masculino', que resolvi escrever esse e-mail.> Não tenho objetivo de 'revelar' os segredos dos homens, mas amigos,> me desculpem. Não se trata de quebrar nosso código de ética.> Isso vai ajudar as mulheres a entenderem os homens e, enfim,> pararem de tentar nos mudar com métodos ineficazes.> > Vou começar de sola. Se não estiver preparada nem continue a ler.> E digo com segurança: o que escrevo aqui se aplica a 99,9% dos> homens mineiros e brasileiros (sem medo de errar).> >
> 1º Não existe homem fiel.> Vc já pode ter ouvido isso algumas vezes, mas afirmo com> propriedade. Não é desabafo. É palavra de homem que conhece muitos> homens e que conhecem, por sua vez, muitos homens.> Nenhum homem é fiel, mas pode estar fiel (ou porque está> apaixonado, algo que não dura muito tempo - no máximo alguns meses -> nem se iluda) ou porque está cercado por todos os lados (veremos> adiante que não adianta cercá-lo. (Isso vai se voltar contra vc).> A única exceção é o crente extremamente convicto. Se vc quer um> homem que seja fiel, procure um crente daqueles bitolados, mas agüente> as outras conseqüências.>
> 2º Não desanime.> O homem é capaz de te trair e de te amar ao mesmo tempo. A traição> do homem é hormonal, efêmera, para satisfazer a lascívia.> Não é como a da mulher. Mulher tem que admirar para trair; ter> algum envolvimento.> O homem só precisa de uma bunda. A mulher precisa de um motivo para> trair, o homem precisa de uma mulher.> >
> 3º Não fique desencantada com a vida por isso.> A traição tem seu lado positivo. Até digo, é um mal necessário. O> cara que fica cercado, sem trair é infeliz no casamento, seu> desempenho sexual diminui (isso mesmo, o desempenho com a esposa> diminui), ele fica mal da cabeça.> Entenda de uma vez por todas: homens e mulheres são diferentes.> Se quiser alguém que pense como vc, vire lésbica (várias já fizeram> isso e deu certo), ou case com um viado enrustido que precisa de uma> mulher para se enquadrar no modelo social.> Todo ser humano busca a felicidade, a realização. E a realização> nada mais é do que a sensação de prazer (isso é química, tá tudo no> cérebro).> A mulher se realiza satisfazendo o desejo maternal, com a segurança> de ter uma família estruturada e saudável, com um bom homem ao lado> que a proteja e lhe dê> carinho.> O homem é mais voltado para a profissão e para a realização pessoal> e a realização pessoal dele vêm de diversas formas: pode vir com o> sentimento de paternidade, com uma família estruturada, etc., mas> nunca virá se não puder ter acesso a outras> fêmeas e se não puder ter relativo sucesso na profissão.> Se vc cercar seu homem (tipo, mulher que é sócia do marido na> empresa). O cara não dá um passo no dia-a-dia (sem ela) vc vai> sufocá-lo de tal forma que ele pode até não ter espaço para lhe trair,> mas o seu casamento vai durar pouco, ele vai ser gordo (vai buscar a> fuga na comida) e vai ser pobre (por que não vai ter a cabeça> tranqüila para se desenvolver profissionalmente. (Vai ser um cara sem> ambição e sem futuro).> >
> 4º Não tente mudar para seu homem ser fiel. Não adianta.> Silicone, curso de dança sensual, se vestir de enfermeira, etc...> nada disso vai adiantar. É lógico que quanto mais largada vc for,> menor a vontade do> homem de ficar com vc e maior as chances do divórcio.> Se ser perfeita adiantasse Julia Roberts não tinha casado três vezes.> Até Gisele Bunchen foi largada por Di Caprio, não é vc que vai ser> diferente> (mas é bom não desanimar e sempre dar aquela malhadinha).> O segredo é dar espaço para o homem viajar nos seus desejos (na> maioria das vezes, quando ele não está sufocado pela mulher ele nem> chega a trair, fica só nas paqueras, troca de olhares).> Finja que não sabe que ele dá umas pegadas por fora. Isso é o> segredo para um bom casamento.> Deixe ele se distrair, todos precisam> de lazer.>
> 5º Se vc busca o homem perfeito, pode continuar vendo novela das> seis. Eles não existem nesse conceito que vc imagina. Os homens> perfeitos de hoje são aqueles bem desenvolvidos profissionalmente, que> traem esporadicamente (uma vez a cada dois meses, por exemplo), mas> que respeitam a mulher, ou seja, não gastam o dinheiro da família com> amantes, não constituem outra família, não traem muitas vezes, não> mantêm relações várias vezes com a mesma mulher (para não criar> vínculos) e, sobretudo, são muuuuuito discretos: não deixam a esposa> (e nem ninguém da sua relação, como amigas, familiares, etc saberem).> Só, e somente só, um amigo ou outro DELE deve saber, faz parte do> prazer do homem contar vantagem sexual. Pegar e não falar para os> amigos é pior do que não pegar.> As traições do homem perfeito geralmente são numa escapolida numa> boite, ou com uma garota de programa (usando camisinha e sem fazer> sexo oral nela), ou mesmo com uma mulher casada de passagem por sua> cidade.> O homem perfeito nunca trai com mulheres solteiras. Elas são> causadoras de problemas.> Isso remete ao próximo tópico.>
> 6º ESSE TÓPICO NÃO É PARA AS ESPOSAS> - É PARA AS SOLTEIRAS OU AMANTES:> Esqueçam de uma vez por todas esse negócio que homem não gosta de> mulher fácil. Homem adora mulher fácil. Se 'der' de prima então, é o> máximo. Todo homem sabe que não existe mulher santa. Se ela está se> fazendo de difícil ele parte para outra.> A demanda é muito maior do que a procura. O mercado ta cheio de> mulher gostosa.> O que homem não gosta é de mulher que liga no dia seguinte. Isso> não é ser fácil, é ser problemática (mulher problema).> Ou, como se diz na gíria, é pepino puro. O fato de vc não ligar> para o homem e ele gostar de vc não quer dizer que foi por vc se fazer> de difícil, mas sim por vc não> representar ameaça para ele. Se ele não te procurar era porque ele> só queria aquilo> mesmo. Parta para outro e deixe esse de stand by. Não vá se vingar,> vc só piora a situação e não lucra nada com isso.> Não se sinta usada, vc também fez uso do corpo dele - faz parte do> jogo; guarde como um momento bom de sua vida.> >
> 7º 90% dos homens não querem nada sério.> Os 10% restantes estão momentaneamente cansados da vida de balada> ou estão ficando com má fama por não estarem casados ou enamorados;> por isso procuram casamento.> Portanto, são máximas as chances do homem mentir em quase tudo que> te fala no primeiro encontro (ele só quer te comer, sempre).> Não seja idiota, aproveite o momento, finja que acredita que ele> está apaixonado e dê logo para ele (e corra o risco de fisgá-lo) ou> então nem saia com ele.> Fazer doce só agrava a situação, estamos em 2008 e não em 1957.> Esqueça os conselhos da sua avó, os tempos são outros.> > > 8º Para ser uma boa esposa e para ter um casamento pelo resto da> vida faça o seguinte:> Tente achar o homem perfeito do 5º item, dê espaço para ele. Não o> sufoque. Ele precisa de um tempo para sua satisfação.> Seja uma boa esposa, mantenha-se bonita, malhe, tenha uma profissão> (não seja dona de casa), seja independente e mantenha o clima legal em> casa. Nada de sufoco, de 'conversar sobre a relação', de ficar mexendo> no celular dele, de ficar apertando o> cerco, etc.> Vc pode até criar 'muros' para ele, mas crie muros invisíveis e não> muito altos.> Se ele perceber ou ficar sem saída, vai se sentir ameaçado e o> casamento vai começar a ruir.> > > A última dica:>
> 9º Se vc está revoltada por este e-mail, aqui vai um conselho:> vá tomar uma água e volte para ler com o espírito desarmado.> Se revoltar quanto ao que está escrito não vai resolver nada em sua vida.> Acreditar que o que está aqui é mentira ou exagero pode ser uma boa> técnica (iludir-se faz parte da vida, se vc é dessas, boa sorte!).> Mas tudo é a pura verdade.> Seu marido/noivo/ namorado te ama, tenha certeza, senão não estaria> com vc, mas trair é como um remédio; um lubrificante para o motor do> carro. Isso é científico.> O homem que vc deve buscar para ser feliz é o homem perfeito do item 5º.> Diferente disso ou é crente, ou viado ou tem algum trauma (e na> maioria dos casos vão ser pobres).> O que vc procura pode ser impossível de achar, então, procure algo> que vc pode achar e seja feliz ao invés de passar a vida inteira> procurando algo indefectível que vc nunca vai encontrar.> Lembre-se sempre, você é a única fêmea do reino animal que concebe> um macho sem estar no período fértil. O macho, pela sua> característica, está sempre no período fértil, sempre pronto pra> procriar. O homem trair é coisa natural e a natureza não muda!


Bom, espero que tenham lido estas afirmações ultrajantes e que vocês também estejam, no mínimo, inconformados com o que foi dito ali. Exposto isso, recomeçarei a explanar sobre o malfadado anexo.
No primeiro parágrafo, o autor já começa a destilar toda a sua fobia feminina, que o no fundo é a patologia que o domina. Com frases de efeito, tipo “besteira que as mulheres escrevem” e “código de ética”, percebe-se o radicalismo e o materialismo que compõem o seu modo de pensar. Ora vejam, esta pessoa carece de tanto embasamento científico que fico me perguntando onde foi que ele obteve os dados de que as suas idéias se aplicam a “99,9 % dos homens mineiros e brasileiros”? Se houve esta pesquisa, o que eu não acredito, ele nem se deu ao trabalho de citar a fonte, logo aquela não goza de credibilidade alguma.
Mais adiante ele continua afirmando despautérios a partir de suas próprias convicções, tal como “nenhum homem é fiel”. Mas se esquece que a infidelidade é algo natural do ser humano e acontece, em sua grande parte, em momentos de crise. É bem verdade que o homem se deixa levar pela sua libido com mais facilidade, mas isto se dá pelo simples fato de vivermos em uma sociedade altamente machista e, desde criança, somos ensinados que trair é algo natural da alma masculina, quando, na verdade, não o é. Deve-se ressaltar que as mulheres também traem, porém com bem menos freqüência e, na grande maioria das vezes, quando elas estão emocionalmente envolvida, o que é perfeitamente natural. Todos nós, homens e mulheres, erramos. Isto não é nenhum decréscimo a nossa personalidade, mas sim uma característica inerente a todos nós. Não devemos é viver no erro nem persistir nele.
Seguindo, ele começa a depreciar a nós mesmo, homens, ao dizer que, desculpem a expressão, só precisamos de uma bunda para trair. De onde este aloprado tirou este absurdo? Sua futilidade e falta de amor próprio me impressionam. Ele é fruto da banalização da sexualidade e da liberdade, que hoje tornou-se libertinagem na mídia brasileira.
Chegamos agora ao momento em que o autor começa a nos explicitar todos os seus profundos preconceitos. Vê-se logo a intolerância religiosa que o acompanha, sem contar a homofobia, típica das pessoas insensíveis e intransigentes. É bem capaz que estes preconceitos se estendam aos judeus, aos nordestinos, aos negros, aos índios e aos estrangeiros.
Mas não posso me desviar do foco principal desta minha crítica, que é o sentimento do autor para com as mulheres. São tantos os absurdos que me nego a ficar citando mais passagens deste texto irracional, o qual eu quase não consigo terminar de ler. Transformando as mulheres em apenas coadjuvantes necessárias para o dia a dia masculino, apenas meras servidoras de funções domésticas, sociais e sexuais, é claro e notório que este “cavalheiro” não teve, em sua infância, uma família equilibrada, um pai carinhoso nem uma mãe satisfeita.
É válido dizer também, que ele nunca ouviu falar das mulheres maravilhosas e apaixonantes de nosso tempo, tais como: Simone de Beauvoir, Jane Austin, Rosa Parks, Zilda Arns, Margaret Tatcher, Madre Teresa, Diana Spencer, Clarice Lispector, Cecília Meireles, Tarsíla do Amaral, Chiquinha Gonzaga e tantas outras Emílias, Amélias e Marias anônimas que fazem parte de nossas vidas.
O “ilustre escritor” vai mais além, afirmando que o casamento é apenas uma fuga para os homens que estão cansados das “baladas” ou estão com “má fama” na sociedade. Remete-se aqui à idéia de que seu passado não foi dos melhores, uma vez que para ele a célula familiar é algo sem importância, quando, na verdade, é o que forma nosso caráter e nossas idéias.
Percebe-se também em várias passagens do texto que o autor tem pavor de ser pobre. O que isso tem de mais? Ser pobre financeiramente é apenas uma condição social. Agora ser pobre de espírito é algo triste, sofrível e melancólico. Por isso tenho também um pouco de pena dele. Com certeza, é uma pessoa consumista e sem consciência social, pois esquece que a pobreza está presente em 70% de nossa população.
Para finalizar sua infortuna e maldita “obra” (se é que podemos chamar assim), ele coloca a mulher abaixo das fêmeas dos animais irracionais, ao dizer que a mulher “é a única fêmea do reino animal que concebe um macho sem estar no período fértil”. Neste momento, do alto de minha obesidade, temi por minhas coronárias. A que ponto chega a banalidade deste cidadão, meu Deus? Quem é ele? Ele anda na rua. No trânsito. Ele votou para Presidente da República. São estes os homens brasileiros? Não posso crer! Ele não lembrou que nós, racionais, transamos por prazer e por amor e esqueceu de dizer que os animais irracionais só copulam por instinto de reprodução.
Queria avisar a esta pessoa não identificada, que se esconde na sombra da covardia, do preconceito, da futilidade e do desamor, que procure um tratamento psicológico, reuniões de grupo ou algo do gênero. Ele, com certeza, nunca foi amado e nunca amou. Que precisa se libertar da vida pequena e promíscua que deve ter. E procurar ler mais, ouvir mais as pessoas, ser mais humano e complacentes com as mulheres e com nós, homens, que ficamos com vergonha diante de sua atitude.
Às mulheres, peço perdão. Ele não fala pelos homens, mas sim por uma minoria avassaladora com os quais somos obrigados a conviver. Deixo aqui toda a minha revolta. E digo que vocês não são nada aquilo que o autor descreveu, mas sim a grande razão do nosso viver.

Att,

Arthur Gaspar, homem apaixonado, tolerante e amigo.
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Para desobstruir os poros da mente....


PAINTALIOUS...


Já falei num post anterior da minha imensa tolerância com os gostos diferentes do meu. Como se diz aqui no MA, "gosto é como c... cada um tem o seu" (Pai, do céu, quem será que inventou um ditado tão maluco ? Não fui eu !). Portanto, todos os amigos sabem que não gosto, mas respeito, Juan Miró e seus fanáticos seguidores). Isso não impede de eu querer de vez em quando desobstruir os poros da mente desse pessoal mostrando para eles a verdadeira arte, hahaha !

Paintalicius.org é um site que tá cheio de bons exemplos de como sem ser fotográfio (critica que os seguidores de Miró fazem à arte de qualidade, o artista pode fazer arte com ARTE. Desculpem a redundância, é pura ênfase !

Visitem e PAINTdeliciem-se.





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